Convidados
Sessões e filmes da seção Convidados na Mostra de Cinema Chica Pelega. Ver outras categorias →
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4ª Mostra Chica Pelega em 2026 de 9 de março a 9 de abril
Evento que preserva e valoriza a cultura cabocla do povo catarinense da região do Contestado
Filme de abertuda: Kagpó Jó (A origem)
Sinopse: No início nada existia. Duas forças flutuam no céu. Warara e Kandawara vagam solitárias, uma Norte e outra ao Sul, criando todos os seres e todas as coisas do mundo. Um dia elas se cruzam e felizes voam mais e mais alto e se chocam uma contra a outra. Uma cai na rocha. A outra cai na água e delas nascem um novo ser e sente o frescor da água, a força do ar, a beleza das plantas. Assim surge o primeiro povo do mundo.
Além disso, marca a abertura das exposições “A casa é um mar cheio de portos” e “Cinema mulher: correntes e confluências do cinema catarina”.
Em Betânia, acompanhamos o retorno de uma mulher à terra onde nasceu, entre dunas, vento e memória. Após a perda do companheiro, ela reencontra suas raízes nos Lençóis Maranhenses e, entre tradição e transformação, descobre que recomeçar também é um gesto de coragem. O filme é um canto sobre pertencimento, ancestralidade e a força que vem da família e da cultura.
Em Videira, onde tantos maranhenses fincaram seus passos e reconstruíram a vida, esta sessão ao ar livre é um abraço coletivo. Uma homenagem à comunidade que trouxe na bagagem o sotaque, o tambor, a fé e o sonho — e também ao Cachasamba Futebol Clube, símbolo de encontro e resistência cultural.
Sabemos que a travessia entre o Norte e o Sul não é apenas geográfica. É feita de saudade, de trabalho duro, de desafios que nem sempre são justos. Mas também é feita de dignidade, de luta e de recomeços. E é importante lembrar: nenhuma situação de exploração define um povo inteiro. Santa Catarina é também feita de acolhimento, de solidariedade e de gente que quer caminhar junto.
Que esta noite de cinema seja porto para quem sente saudade do Maranhão. Que as imagens na tela tragam o cheiro da areia, o som das cantigas e a memória de casa.
E que, mesmo longe, cada um se sinta pertencente.
Porque a casa, às vezes, também pode ser aqui.