Contestado
Sessões e filmes da seção Contestado na Mostra de Cinema Chica Pelega. Ver outras categorias →
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A 2ª Mostra estreou em Campos Novos e transformou o Cine Lúmine em sala de aula e roda de conversa. Em quatro sessões escolares, os curtas Kiki – O Ritual da Resistência Kaingang, Irani, Olhar Contestado e Larfiagem levaram à tela a memória do Contestado, a identidade kaingang e o chão caboclo do oeste catarinense — cada exibição seguida de debate com estudantes sobre território, pertencimento e resistência. Foram 582 espectadores de 8 escolas da rede pública.
À noite, Campos Novos abriu as portas do cinema à cidade. A sessão exibiu o longa Terra Cabocla, que reconstrói a Guerra do Contestado pelo olhar de quem ficou à margem da história oficial, e provocou uma conversa sobre identidade e memória com a comunidade e a educação de jovens e adultos. Reuniu 135 pessoas de 3 instituições.
Em Curitibanos, o Cine Lúmine recebeu por dois dias as escolas da região. Os curtas Kiki – O Ritual da Resistência Kaingang, Irani, Olhar Contestado e Larfiagem abriram debates sobre a presença indígena, a história do Contestado e a identidade do povo caboclo, num diálogo direto entre cinema e sala de aula. Passaram pelas sessões 513 estudantes de 9 escolas.
A sessão noturna de Curitibanos foi aberta à comunidade em torno do longa Terra Cabocla. A memória da Guerra do Contestado ganhou a tela grande e virou conversa sobre pertencimento e o que significa ser caboclo hoje. Reuniu 76 espectadores entre estudantes e público aberto.
Em Caçador, o cinema virou território de encontro entre estudantes e as histórias da própria terra. Os curtas Kiki – O Ritual da Resistência Kaingang, Irani, Olhar Contestado e Larfiagem abriram rodas de conversa sobre identidade indígena e caboclo e sobre a memória do Contestado. Foram 301 estudantes de 3 escolas.
A noite de Caçador levou Terra Cabocla à tela para público aberto e estudantes do ensino médio e superior. O longa sobre a Guerra do Contestado provocou uma conversa sobre história, resistência e identidade regional. Reuniu 102 pessoas de 2 instituições.
Em agosto, a Mostra chegou a Timbó Grande, no coração do território do Contestado. Entre sessões escolares e uma noite aberta à comunidade, os filmes Kiki – O Ritual da Resistência Kaingang, Olhar Contestado, Larfiagem e o longa Terra Cabocla devolveram à cidade as histórias de sua própria gente, com a rede municipal e estadual de ensino e a comunidade local.
No IFC Fraiburgo, a Mostra encontrou estudantes do ensino médio e da EJA. Os curtas Kiki – O Ritual da Resistência Kaingang, Olhar Contestado e Larfiagem abriram debates sobre identidade, território e a memória do Contestado dentro do Instituto Federal.
Longa-metragem documental brasileiro, que conta a saga centenária da Ferrovia do Contestado, trecho da São Paulo – Rio Grande, que corta o interior catarinense, pelo Vale do rio do Peixe. Concebida em 120 minutos, a obra rodada em Santa Catarina, conta com depoimento de historiadores e importantes personagens que viveram o período ferroviário na região, evidenciando belas paisagens em um completo resgate histórico-cultural da colonização do Oeste do estado.
O cinema percorre rios e atravessa fronteiras para revelar histórias de deslocamento, memória e pertencimento na América do Sul. Beira percorre os 2.200 quilômetros do rio Uruguai atravessando Brasil, Argentina e Uruguai em uma jornada conduzida por Abramo Piloni, balseiro de 89 anos que revisita as águas que moldaram sua vida. Em SemFronteiras, relatos de migração expõem os desafios e as esperanças de quem cruza limites geográficos em busca de um futuro melhor.
Você já se sentiu em casa? Pedaço de Chão é um documentário poético sobre a luta pelo direito à terra, território e moradia, abordando as vivências de moradores da Vila Usina, região do Contestado, conectando sua luta à de outros movimentos sociais, e um adentrar profundo e poético sobre o ato de morar, habitar, se sentir em casa e o bem-viver.
O documentário acompanha a história dos Nazarenos, moradores do distrito de Nazaré do Pico, em Floresta (PE), que enfrentaram Lampião, a Coluna Prestes e a polícia pernambucana no início do século XX. Eram os únicos combatentes temidos por Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião (1897–1938), que tentou por diversas vezes estabelecer acordos de paz com o grupo — recebendo como resposta a frase que dá título ao filme. A obra resgata um capítulo pouco conhecido do cangaço e da resistência sertaneja.