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Sessão

2ª Mostra · Curitibanos — Sessões escolares

Exibições:
  • 18/04/2022 · 18 e 19/04 · manhã e tarde Instituição atendida: Núcleo Mun. do Campo Leoniza Carvalho Agostin
  • 18/04/2022 Instituição atendida: Núcleo Mun. Profª Teresa Lemos Preto
  • 18/04/2022 Instituição atendida: Núcleo Mun. Getúlio Vargas
  • 18/04/2022 Instituição atendida: EEB Prof. Antônio Francisco de Campos
  • 18/04/2022 Instituição atendida: EEB Marechal Eurico Gaspar Dutra
  • 18/04/2022 Instituição atendida: EEB Embaixador Edmundo da Luz Pinto
  • 18/04/2022 Instituição atendida: EEB Dep. Altir Webber de Mello
  • 18/04/2022 Instituição atendida: EEB Sólon Rosa
  • 18/04/2022 Instituição atendida: EEB Nadir Becker

Cidade: Curitibanos

📍 Ver toda a programação em Cine Lúmine — Curitibanos

Em Curitibanos, o Cine Lúmine recebeu por dois dias as escolas da região. Os curtas Kiki – O Ritual da Resistência Kaingang, Irani, Olhar Contestado e Larfiagem abriram debates sobre a presença indígena, a história do Contestado e a identidade do povo caboclo, num diálogo direto entre cinema e sala de aula. Passaram pelas sessões 513 estudantes de 9 escolas.

2ª Mostra · Campos Novos — Sessões escolares
Mediação:

Jilson Carlos Souza

Caboclo, educador e comunicador popular; da APAFEC e do Fórum Regional em Defesa da Civilização e da Cultura Cabocla do Contestado. Mediou as conversas em todas as cidades do circuito.

Kiki – O Ritual da Resistência Kaingang
L Contestado, Filhos da Terra

O mais importante ritual da etnia indígena kaingang, o Kiki, realizado em 2011 na Aldeia Condá, no oeste de Santa Catarina (Brasil). Os preparativos na mata e na aldeia. A expectativa dos mais velhos que queriam vivenciar um ritual completo, como há muito não era feito, e dos jovens que nunca haviam participado do Kiki. A construção das casas na mata, a chegada dos pajés, a preparação da bebida, a pintura das marcas nos rostos definindo as duas metades: kamé e kainru-kré. A realização do ritual foi uma tentativa de revitalizar e fortalecer o dualismo Kaingang.

Irani
L Contestado, Nossa Memória

O cineasta, com a câmera na mão, se mistura aos personagens da festa que marca o aniversário da Guerra do Contestado, na cidade de Irani. Uma câmera que se aproxima de frente aos cavalos, que imprime movimentos circulares, estabelece uma gramática que emerge a partir da encenação que a população da cidade constrói. O filme é a sua maneira de olhar para o seu passado a fim de constituir uma história que lhe represente.

Olhar Contestado
L Contestado, Nossa Memória

O documentário aborda um episódio acontecido há quase 15 anos após o término da Guerra de Canudos. Com proporções e significado semelhantes, a Guerra do Contestado conflagrou-se numa região do sul do Brasil cuja posse era disputada pelos estados do Paraná e Santa Catarina. Numa extensão de terras equivalente ao Estado de Alagoas (25.000 km2), durante mais de quatro anos, entre 1912 e 1916, uma população estimada em 20.000 sertanejos enfrentou as forças do governo e do coronelismo predominante na região, num conflito que chegou a envolver 80% do Exército Brasileiro. No término do conflito, Paraná e Santa Catarina assinaram um acordo estabelecendo definitivamente suas divisas. E foi no apogeu de tais lutas que pela primeira vez na história do Brasil as massas camponesas manifestaram a clara consciência da necessidade de garantir seu “direito de terras”. A animação de câmeras virtuais sobre registros fotográficos, ilustrações e desenhos rotoscopiados sobre documentários da época fornecem os elementos visuais necessários para a reconstituição minuciosa dos locais, personagens e eventos do conflito. As principais fotografias utilizadas são de Claro Jansson, fotógrafo contratado pela Madeireira Lumber, que registrou passagens fundamentais daquela que ficou conhecida como “Guerra Santa do Sul”.

Larfiagem
L Causos e Contos, Contestado

Engraxates, carregadores de malas e outras crianças de 7 a 15 anos de idade conviviam com viajantes da estação ferroviária de Herval d’Oeste no anos de 1950. Para sobreviver, comprar gibis e ir ao cinema, driblar fiscais, policiais e até os próprios pais, inventaram uma língua própria. Hoje, décadas depois, a Larfiagem aparece como memória de seus últimos falantes, agora adultos, mas que ainda conhecem, ensinam e decifram os segredos de seus substantivos e pronomes.