Mais de 1.750 estudantes, vindos de dezenas de escolas das redes municipal e estadual, encheram as sessões da 2ª Mostra de Cinema Chica Pelega. Vieram de dentro da cidade e das estradas do interior, de escolas centenárias e de núcleos rurais, para transformar a sala escura em sala de aula. Antes do agradecimento, um retrato de quem esteve ali — um pouco da história e do dia a dia de cada uma delas.
Campos Novos — sessão de 11 de abril
CAIC Professora Nair da Silva Gris. Escola municipal do centro, atende cerca de 780 alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. Já projetou seus olhos para bem mais longe do que a tela do cinema: em 2019, representou Campos Novos na 27ª Jornada de Foguetes, em Piraí (RJ), botando estudantes do interior catarinense na maior competição de foguetes de garrafa PET do país.
Escola Municipal Santa Júlia Billiart. No bairro Nossa Senhora Aparecida, a EMEF funciona no mesmo prédio desde 1973 e reúne por volta de 600 crianças e adolescentes, da educação infantil ao 9º ano, com salas e estrutura adaptadas para receber alunos com deficiência. O nome homenageia Santa Júlia Billiart, fundadora francesa dedicada à educação de crianças pobres — vocação que a escola carrega até hoje.
Escola Municipal Novos Campos. EMEF de ensino fundamental, anos iniciais e finais, integra a rede municipal que colocou Campos Novos como referência nacional em avaliações de aprendizagem. Aposta em tecnologia em sala, com internet de banda larga e notebooks para os estudantes.
EEB Paulo Blasi. A decana da educação campos-novense. Instalada em 15 de julho de 1934 como Grupo Escolar Gustavo Richard — nas primeiras paredes erguidas artesanalmente em pedra bruta —, completou 90 anos em 2024. É hoje a maior da região: cerca de 980 alunos e 80 professores em três turnos, do fundamental ao ensino médio regular, inovador e técnico (comércio e magistério). Uma escola que coleciona histórias que atravessam gerações.
EEB Professora Antônia Correa Mendes. Escola estadual de ensino fundamental no distrito de Bela Vista, leva educação para longe do centro urbano, com salas informatizadas e biblioteca para uma comunidade do interior.
EEB Henrique Rupp Júnior. No bairro Senhor Bom Jesus, a estadual atende cerca de 660 estudantes no ensino fundamental, médio e na educação especial. Batizada em homenagem ao político catarinense Henrique Rupp Júnior, passou nos últimos anos por obras de reforma e ampliação de sua estrutura.
EEB Coronel Gasparino Zorzi. Uma das maiores estaduais da cidade, no bairro São Sebastião: cerca de 850 matrículas e quase 70 professores (Censo 2024), do ensino fundamental ao médio. Gosta de abrir a escola para o mundo — já dedicou um projeto inteiro a estudar a cultura dos países que disputaram os Jogos Olímpicos.
EEB Professora Virgínia Paulina da Silva Gonçalves. Sediada em Monte Carlo, município vizinho que integra a mesma regional de Campos Novos, a estadual é um polo de projetos: já recebeu a Feira Regional de Matemática e de Ciências e Tecnologia, com dezenas de escolas e centenas de estudantes expositores.
CEJA — Centro de Educação de Jovens e Adultos de Campos Novos. No bairro Senhor Bom Jesus, é a escola de quem voltou a estudar. Oferece ensino fundamental e médio na modalidade supletiva, em três turnos, para jovens e adultos que retomam a trajetória escolar — prova de que a sala de aula (e a do cinema) não tem idade.
CEJA — Unidade Descentralizada de Monte Carlo. Braço do CEJA que leva a educação de jovens e adultos até Monte Carlo, aproximando de casa quem precisa conciliar os estudos com o trabalho.
Curitibanos — sessões de 18 e 19 de abril
Núcleo Municipal do Campo Leoniza Carvalho Agostini. Escola do campo na localidade de Marombas Bossardi, no interior de Curitibanos, atende mais de 200 alunos da educação infantil e do fundamental, reunindo as redes municipal e estadual. Recentemente ganhou campo de futebol society e ginásio reformado — um centro de vida para toda a comunidade rural.
Núcleo Municipal Professora Teresa Lemos Preto. No bairro Nossa Senhora Aparecida, oferece educação infantil e ensino fundamental, com laboratório de ciências, ateliê de artes e, agora, campo de futebol society recém-inaugurado.
Núcleo Municipal Getúlio Vargas. Da pré-escola ao ensino fundamental, a municipal do bairro Getúlio Vargas aposta em leitura, artes e sustentabilidade — seus alunos já foram até a Câmara de Vereadores conhecer, na prática, como funciona a política da cidade.
EEB Professor Antônio Francisco de Campos. Estadual do centro de Curitibanos, dedicada ao ensino fundamental, anos iniciais e finais, com biblioteca ampla, quadra coberta e sala de recursos multifuncionais para o atendimento educacional especializado.
EEB Marechal Eurico Gaspar Dutra. No bairro São Luiz, nasceu em 12 de outubro de 1963 como Grupo Escolar Marechal Dutra, criada por decreto do então governador Celso Ramos, e recebeu o nome atual em 1990. Atende do fundamental ao ensino médio e homenageia o marechal Eurico Gaspar Dutra, presidente do Brasil.
EEB Embaixador Edmundo da Luz Pinto. No bairro Universitário, a estadual de ensino fundamental leva o nome de um diplomata e político catarinense e transformou a sustentabilidade em projeto: seus estudantes já saíram a campo levantando dados e conversando com famílias que mantêm hortas orgânicas em casa.
EEB Deputado Altir Webber de Mello. Querida no bairro Bom Jesus, a estadual de educação básica é conhecida pelo engajamento dos alunos — já teve estudantes premiados no concurso estadual “Honestidade nas Escolas”.
EEB Sólon Rosa. No bairro Água Santa, é uma das grandes de Curitibanos: cerca de 940 alunos do 1º ano do fundamental ao 3º do ensino médio, nos turnos diurno e noturno. Criada em 7 de julho de 1970, celebrou 50 anos em 2020.
EEB Santa Teresinha. Na Avenida Frei Rogério, a estadual reúne ensino fundamental, médio e educação profissional, com biblioteca, sala de leitura, laboratório de ciências e auditório.
EEB Casimiro de Abreu. No centro, dedica-se exclusivamente ao ensino médio: cerca de 790 estudantes e quase 60 professores (Censo 2024), nos turnos diurno e noturno. Leva o nome de um dos grandes poetas do romantismo brasileiro — um bom padrinho para uma mostra de cinema.
EEB Nadir Becker. Sediada em Brunópolis, município encravado entre Campos Novos e Curitibanos, a estadual atende ensino fundamental (anos finais) e médio, nos turnos diurno e noturno — e, bem no meio do caminho, marcou presença nas sessões das duas cidades.
Caçador — sessão de 25 de abril
EEB Wanda Krieger Gomes. No bairro Martello, a estadual atende os anos finais do fundamental e o ensino médio, diurno e noturno. Casa de jovens inventores: venceu a etapa regional da Feira do Conhecimento com o projeto “Energia sustentável a partir do biogás”, garantindo vaga na fase estadual.
EEB Doutor Naya Gonzaga Sampaio. Estadual de ensino fundamental de Caçador, dividiu com a vizinha Wanda Krieger Gomes o pódio da etapa regional da Feira do Conhecimento — dobradinha da cidade na ciência feita por estudantes.
EMEB Pierina Santin Perret. No bairro Dos Municípios, a municipal construiu futuros por três décadas e atende da educação infantil ao fundamental, além da EJA. É referência em inclusão, com profissionais tradutores de Libras, e mantém viva a paixão pela palavra: seus alunos do 5º ano já subiram ao palco em recital de poesias.
UNOPAR — Polo Caçador. Único representante do ensino superior nesta jornada, o polo caçadorense da maior universidade de educação a distância do país trouxe universitários para a sessão, lembrando que o encontro com o cinema não termina quando acaba a escola.
A cada uma dessas escolas, o nosso agradecimento. Aos professores, diretores e estudantes: obrigado por transformarem o cinema em sala de aula e a memória do Contestado em encontro.
