Cidade: Videira
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Sessão da Mostra Contestado — IFC Videira. Público: IFC — Terceirão. Programa de curtas: Cemitério do Parque da Luz, Vale da morte e Olhar Contestado. Debate com Flavia Grutzman.
Artista e educadora; professora de teatro (UFSM), atriz, bailarina, performer e diretora. Produtora cultural independente.
No coração da cidade, o atual Parque da Luz surgiu onde antes era o antigo cemitério municipal. Júlia, Maitê e seus amigos, alheios a essa história, decidem realizar um divertido piquenique. Mas o que parecia uma brincadeira inocente logo se transforma em uma horripilante aventura, quando um eclipse desencadeia uma inesperada invasão de zumbis. Agora João, o caçula da turma, precisa se separar dos amigos para desvendar os mistérios do parque encantado e encontrar uma forma de escapar.
Tomé vive na linha tênue entre o amor e o ódio, no vale da morte encontra uma figura que lhe guia até o despertar. Curta de ficção resultado do Circuito de Artistas para o Contestado. Seleção Oficial do Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 2022.
O documentário aborda um episódio acontecido há quase 15 anos após o término da Guerra de Canudos. Com proporções e significado semelhantes, a Guerra do Contestado conflagrou-se numa região do sul do Brasil cuja posse era disputada pelos estados do Paraná e Santa Catarina. Numa extensão de terras equivalente ao Estado de Alagoas (25.000 km2), durante mais de quatro anos, entre 1912 e 1916, uma população estimada em 20.000 sertanejos enfrentou as forças do governo e do coronelismo predominante na região, num conflito que chegou a envolver 80% do Exército Brasileiro. No término do conflito, Paraná e Santa Catarina assinaram um acordo estabelecendo definitivamente suas divisas. E foi no apogeu de tais lutas que pela primeira vez na história do Brasil as massas camponesas manifestaram a clara consciência da necessidade de garantir seu “direito de terras”. A animação de câmeras virtuais sobre registros fotográficos, ilustrações e desenhos rotoscopiados sobre documentários da época fornecem os elementos visuais necessários para a reconstituição minuciosa dos locais, personagens e eventos do conflito. As principais fotografias utilizadas são de Claro Jansson, fotógrafo contratado pela Madeireira Lumber, que registrou passagens fundamentais daquela que ficou conhecida como “Guerra Santa do Sul”.