Entre 9 e 19 de março de 2026, a 4ª Mostra de Cinema Chica Pelega fez de Videira a sua capital — e encheu a Biblioteca Euclides da Cunha, o CEVI, o campus da UNOESC e até o estacionamento da prefeitura com estudantes, idosos, crianças e público espontâneo. Das creches às universidades, de Videira a Monte Carlo, foram muitas as escolas e instituições que atravessaram a cidade para sentar na sala escura. A cada uma delas, o nosso agradecimento — e, ao lado de cada nome, o link para a sessão a que assistiram, para você conhecer o que foi exibido.

Videira — a cidade-sede
CEJA — Centro de Educação de Jovens e Adultos de Videira. A instituição mais presente da mostra: seus estudantes lotaram sessão após sessão na Biblioteca Euclides da Cunha — de Raízes que Permanecem e Corpos em Travessia a Fronteiras Invisíveis e Notáveis do Samba. Estadual, no centro da cidade, é a escola de quem retoma os estudos — ensino fundamental e médio na modalidade de jovens e adultos, um entre os 40 CEJAs de Santa Catarina.
EEB Professora Adelina Régis. Uma das mais tradicionais de Videira, com quase 90 anos de história e sede no centro, dedica-se ao ensino médio, em turmas diurnas e noturnas. Sua plateia assistiu, no CEVI — Centro de Eventos Vitória, às sessões Sombras do Sul e Irritante Prodígio.
EEB Inspetor Eurico Rauen. No bairro São Cristóvão, a estadual reúne cerca de 580 alunos, do ensino fundamental ao médio, e é celeiro de jovens cientistas — costuma classificar estudantes para as fases finais da Olimpíada Nacional de Ciências. Chegou a receber, na própria escola, a sessão Linha da Memória.
EEBM Prefeito Paulo Fioravante Penso. Municipal do bairro Dois Pinheiros, atende os anos iniciais e finais do ensino fundamental e figura entre as de melhor desempenho de Videira no IDEB. Levou suas turmas às sessões Exploradores de Mundos e Panela Histórica.
CEMEI O Ferroviário e CEMEI Cláudio Balestrin. Os menores espectadores da Chica Pelega vieram dos centros municipais de educação infantil de Videira, que trouxeram suas crianças para a sessão Brincando de Imaginar — primeiro cinema, primeiras telas.
Faculdade UNOESC — Campus Videira. Universidade comunitária com raízes na Femarp, criada na cidade em 1972, a UNOESC sediou em seu campus a sessão da categoria Estudantil, Entre Lições e Escolhas, dedicada ao cinema feito nas escolas — e trouxe seus universitários para vê-la.
Pastoral da Criança e CRAS. Além das escolas, a rede de proteção social esteve na tela: crianças acompanhadas pela Pastoral da Criança foram à sessão Exploradores de Mundos, e o CRAS — Assistência Social levou seu grupo à sessão O rancho da goiabada, lembrando que o cinema é para todos.
Tangará
Escola Básica Municipal Maria Luiza Ozório Zummer. Da comunidade rural de Passo da Felicidade, a escola municipal atende cerca de 300 estudantes da educação infantil ao fundamental. Fundada em 1954 com apenas 62 alunos, veio de longe para a sessão O engraxate que escalou o Everest.
ENM Crescer e Aprender. A escola municipal de Tangará trouxe seus estudantes para a sessão Juventudes, corpo e música, na Biblioteca Euclides da Cunha.
Rio das Antas
EEB Santos Anjos. Estadual do centro de Rio das Antas, atende os anos finais do fundamental e o ensino médio, diurno e noturno. É casa de projetos premiados — já conquistou o 2º lugar na Feira Estadual de Ciências e Tecnologia, entre escolas de todas as regionais de Santa Catarina. Assistiu à sessão Juventude Criadora, no IFC Videira.
Grupo de Idosos de Rio das Antas. A mostra não teve idade: um grupo de idosos de Rio das Antas veio prestigiar a sessão Ora e trabalha, provando que a sala de cinema também é lugar de memória e reencontro.
Monte Carlo
EEBM Carlos Pisani. Municipal do bairro Pôr do Sol, dedicada aos anos finais do ensino fundamental, atravessou a divisa para assistir à sessão Território em Transformação, ao lado do público espontâneo de Videira.
E o cinema na rua
Nem só de escola viveu a 4ª Chica Pelega. No estacionamento da prefeitura, sob céu aberto, sessões como Betânia e Efapi Boul reuniram a comunidade — do CachaSamba Futebol Clube à vizinhança — num cinema de praça, gratuito e de todos.
Aos professores, diretores, agentes sociais, estudantes de todas as idades e ao público de Videira, Tangará, Rio das Antas e Monte Carlo: obrigado por transformarem o cinema em sala de aula e a memória do Contestado em encontro.
