Cidade: Campos Novos
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De volta a Campos Novos, o CEJA (anexo à E.E.B. Henrique Rupp Júnior) recebeu uma sessão para estudantes, articulando racismo, justiça e território a partir de obras como Pele Negra, Justiça Branca e o registro histórico da Invernada dos Negros.
Resiliência, poética, silêncio e um grito abafado. Uma mãe negra separada de suas filhas pequenas. A violência empregada pelo Estado, que promove a ruptura dos laços afetivos de uma comunidade quilombola.
No sul do Brasil, “invernada” é um tempo de inverno; lugar de aconchego para os rebanhos. Pela linguagem popular, a palavra migrou para um episódio raro do escravismo no país: a Invernada dos Negros – um reduto de afro-descendentes que mantêm viva a memória e a luta dos escravos herdeiros de uma antiga fazenda do planalto catarinense. Fragmentos dessa impressionante história compõem o projeto de fotografia e vídeo intitulado Invernada dos Negros, premiado duas vezes no âmbito do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, da Fundação Palmares (2010-2012). O projeto vem gerando exposições e ações educativas por regiões e cidades brasileiras, mas encontra-se inédito no âmbito da tevê. A proposta é revisitar as imagens e sons dos personagens e lugares da Invernada dos Negros em um documentário para televisão. No centro da narrativa, está a ritualização da imagem fotográfica dos personagens da Invernada, tendo as memórias do lugar como enredos cruzados e subjacentes.
O documentário ambienta a Vila Usina, uma comunidade em Caçador/SC, que vive sem as necessidades básicas de luz e agua e há mais de 20 anos, cerca de 200 pessoas vivem em busca de seus direitos e uma vida mais digna.